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Quando o sofrimento emocional se torna pesado demais para carregar sozinho, dar o primeiro passo e buscar ajuda é uma atitude de extrema coragem. No entanto, logo surge a dúvida que paralisa muitos pacientes: “Para o meu caso, eu devo procurar um psiquiatra ou um psicólogo primeiro?”
Essa confusão é perfeitamente normal. Ambas as profissões cuidam da saúde mental, mas atuam por caminhos diferentes. Compreender o papel de cada um — e saber que você não precisa necessariamente escolher apenas um — vai ajudar a direcionar o seu tratamento da melhor forma.
A Psiquiatria é uma especialidade médica. Portanto, o psiquiatra é um médico que, após a faculdade de Medicina, especializou-se no diagnóstico, prevenção e tratamento dos transtornos mentais.
O olhar do psiquiatra é fortemente focado na biologia do corpo e do cérebro. Ele avalia se os seus sintomas (como tristeza profunda, ansiedade, insônia ou falta de foco) têm causas orgânicas, genéticas ou químicas. Para isso, o psiquiatra pode solicitar exames laboratoriais e, quando o diagnóstico indica um desequilíbrio na neuroquímica cerebral, é ele o profissional habilitado para prescrever medicações (como antidepressivos, ansiolíticos e estabilizadores de humor).
A Psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano e as dinâmicas da mente. O psicólogo é o profissional capacitado para conduzir o processo de psicoterapia (a famosa terapia pela fala).
Ao contrário do psiquiatra tradicional, o psicólogo não prescreve remédios. O foco do seu trabalho é ajudar o paciente a investigar a origem das suas dores emocionais, identificar padrões de pensamento destrutivos, processar traumas e desenvolver ferramentas comportamentais para lidar com conflitos internos, problemas de relacionamento e com as adversidades da vida.
A ciência moderna já comprovou repetidas vezes: para a grande maioria dos transtornos mentais, como a depressão moderada a grave, ansiedade generalizada e o TDAH, o tratamento combinado (Medicação + Psicoterapia) apresenta resultados muito superiores a qualquer um deles feito isoladamente.
Gosto de usar uma metáfora simples: imagine que a sua saúde mental é uma casa pegando fogo. A medicação (Psiquiatria) é a água que apaga o incêndio, aliviando os sintomas agudos para que você pare de sofrer de imediato. Mas apenas apagar o fogo não conserta os danos. É a psicoterapia (Psicologia) que vai investigar o que causou o curto-circuito e trabalhar na reconstrução estrutural dessa casa, para que ela não volte a pegar fogo no futuro.
No sistema tradicional de saúde, é muito comum que o paciente sinta que seu tratamento está fragmentado. O psiquiatra foca apenas no remédio em consultas rápidas, e o psicólogo cuida apenas da fala, muitas vezes sem comunicação direta entre os dois profissionais.
É exatamente para eliminar essa lacuna que a minha prática clínica é fundamentada em uma dupla formação: sou médica Psiquiatra e também Psicóloga.
Essa trajetória acadêmica me permite oferecer um cuidado verdadeiramente integral (biopsicossocial). Em nosso acompanhamento, você terá a precisão e a segurança do diagnóstico médico, a prescrição cautelosa de psicofármacos (apenas quando necessário) e, ao mesmo tempo, a profundidade de um espaço terapêutico seguro para trabalhar a raiz das suas emoções. Tudo no mesmo consultório, com a mesma profissional de confiança.