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Vivemos em uma cultura que muitas vezes glorifica o excesso de trabalho, tratando o estresse como um “troféu” de produtividade. No entanto, quando as demandas profissionais ultrapassam cronicamente a nossa capacidade de recuperação, o corpo e a mente entram em colapso.
Se você sente que a sua bateria não recarrega mais, nem mesmo após as férias ou finais de semana, você pode estar enfrentando a Síndrome de Burnout (ou Síndrome do Esgotamento Profissional), agora oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno ligado ao trabalho.
Sentir-se cansado após uma semana intensa de entregas ou reuniões difíceis é uma resposta fisiológica normal. O cansaço comum melhora com o descanso: uma boa noite de sono, um final de semana relaxante ou alguns dias de folga costumam ser suficientes para que você volte ao ritmo normal.
O Burnout, por outro lado, é um esgotamento crônico. O final de semana parece não existir. No domingo à noite, a simples ideia de voltar ao trabalho na segunda-feira já desencadeia angústia, taquicardia ou até crises de choro. Não é apenas fadiga; é a completa falência da sua capacidade de lidar com o estresse contínuo do ambiente corporativo.
O Burnout não acontece da noite para o dia. Ele é um processo gradual de adoecimento. Fique atento a estes 5 sinais principais:
O tratamento do Burnout exige mais do que simplesmente “tirar uns dias de folga”. Voltar para o mesmo ambiente tóxico ou manter a mesma dinâmica de cobrança sem uma intervenção adequada fará com que os sintomas retornem com ainda mais força.
Como médica psiquiatra, minha primeira avaliação foca no alívio do sofrimento imediato. Muitas vezes, o nível de estresse causou alterações químicas tão severas no cérebro que o uso de medicações (para tratar a insônia, a ansiedade severa ou sintomas depressivos associados) se faz necessário para “frear” o colapso e devolver a sua estabilidade.
Ao mesmo tempo, minha atuação como psicóloga entra de forma complementar. No processo de psicoterapia, vamos entender os limites que foram cruzados, trabalhar a sua resiliência emocional e reconstruir a sua relação com o trabalho, garantindo que você retome a sua carreira (ou repense os seus caminhos) com saúde, proteção e qualidade de vida.